terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sr Freud, é favor chegar à recepção!

Isto de andar a rebuscar idéias para músicas novas, tem os seus efeitos secundários...
Deve ser por isso que, após tanto tempo, voltei a sonhar (ou pelo menos a lembrar-me dos sonhos - que por sinal são sempre mirabolantes).

Este foi novo!
Estava a tentar... tomar banho... na casa de alguém. Já não sei quantas torneiras de chuveiros abri, quanta água jorrou pelo chão, porque não havia banheiras nem bacias por baixo... Como estava a dormir, depreendo que as as minhas capacidades de raciocínio estavam um pouco... reduzidas, vá! Por isso, não sabia se devia fechá-las ou deixar correr, porque se estava ali uma torneira, é porque devia haver um sítio por onde escorrer a água... Nem que as torneiras estivessem... na sala de jantar! Só sei que não cheguei a tomar banho e no fim tinha inundado a casa de alguém da família!

Ora, como apenas me lembrei deste belo sonho ao fim do dia, antes de me deitar, e como arranjo sempre qualquer desculpa para ficar acordada mais um bocadinho, pus-me a pensar: qual seria o significado do sonho?

Então lá levei isto para as lições de moral: não se deve abrir uma torneira sem antes ver se tem uma banheira por baixo (uma informação muito útil nos dias que correm), ou então algo do género: "não se deve fazer algo, só porque se pode, sem pensar primeiro nas consequências".

Oh quão ingénua!!!

No dia seguinte, lembrei-me de um senhor que interpretava os sonhos e tornava as nossas aulas divertidíssimas.
Então lá fui eu pesquisar no google: "Sigmund Freud + sonhos + torneiras".
O que eu temia comprovou-se:

9.1-O SIGNIFICADO SIMBÓLICO DOS SONHOS.

(...)

Chama (fogo), gravata, meninos pequenos, cobra, peixe, caracol, rato, aviões, foguetes, número 3,edificios, torres, igrejas, monolito, mirantes, armas (facas, espadas, etc..), objetos que expelem líquidos (torneiras, fontes, etc..), lâmpadas que pendem do teto, batom extensível, telescópios, antenas de automóvel, lápis, canetas, lixas de unhas, foguetes, balões, papagaios, pássaros, cogumelo, trevo de quatro folhas : símbolo sexual masculino, penis."

Ups!!!

Curiosamente hoje, a conversa do almoço, muito animada por sinal, rondou levemente o assunto dos sonhos. Fiquei muito mais descansada, parece que afinal nós sonhamos apenas porque o corpo está a descansar! :)

Resta saber se, caso eu tivesse contado o meu sonho, alguém não teria mudado de ideias só para contrariar!

domingo, 17 de agosto de 2008

fazer desporto desalmadamente

Andava eu algures pelo 8º ou 9º ano, quando alguém da minha família me perguntou, ao olhar para o boletim de notas "desataste a fazer ginástica desalmadamente?"
Após anos a tirar míseros "3" a educação física, que destoavam no resto das outras notas, de repente passei a tirar "5"!!!
Tudo por causa do novo professor, que era meio tolo. Logo na primeira aula diz-nos: "eu sou homossexual!" e perante as nossas caras de espanto: "lavo o meu sexo com OMO". Logo vi que as aulas nunca mais iam ser as mesmas, o que se confirmou pelos jogos de futebol com 3 bolas, dos poucos em que joguei com gosto, pobres guarda-redes que mal defendiam uma bola já estavam a levar com outra!!

O tempo passou e, como toda a rapariga que se preza, estive meses sem ir ao ginásio, meses a ir, outros a pagar para não ir...
Após um ano de sedentarismo causado pela mudança de emprego, estou determinada a "mudar de vida", até porque quero chegar a velha e continuar a conseguir andar de bicicleta para ir ter com os amigos velhotes, a fazer algo de útil pela sociedade e voltar a fazer o inter-rail, nem que tenha que levar malas de rodinhas (se me apanharem a jogar sueca mais de 3 dias seguidos, façam a gentileza de me atirar com um balde de água fria e mostrem-me as palavras que escrevi aqui!)

Pois então, inscrevi-me nas danças (salsa e merengue), comprei uns patins em linha (realizando assim 2 grandes sonhos), reinscrevi-me no ginásio, recomecei a dar uso aos suportes para a bicicleta (que tanto jeito dão para encontrar o carro no estacionamento do shopping) e comecei a separar o lixo (para, com 1 só gesto, cuidar do ambiente, passear os meus cães e andar 10 minutos até ao ecoponto).

Ora a escola de dança está de férias agora em agosto, é difícil arranjar acompanhante para os patins, continuo a sair tarde do emprego e o meu armário está a acumular sacos com as coisas para levar ao ecoponto.

Mas esta semana tudo mudou!
Anteontem fui andar de bicicleta do Barrigas à Afurada, ontem fui ao ginásio, hoje vou tentar andar de patins em linha e já estou a fazer planos para 4a feira sair cedinho de casa, de bicicleta, ir até à praia, passar pelo cais e voltar (se sobreviver depois conto-vos como foi)

Ai que me dói!!!!

quem faz um filho, fá-lo por gosto!

Fazer uma música é como fazer um filho...

Primeiro, é preciso ter um pai - algo que nos anda a remoer na cabeça, que queremos muito dizer ao mundo, e a música é uma forma de expressar o que sentimos, de forma poética, subtil...

Depois, dói do caraças - só consigo criar músicas quando estou num estado de espírito muito estranho... não recomendável a repetir muitas vezes, para bem da minha saudinha!!!

No fim, é um orgulho - tal mãe babada, a olhar para a sua música e a tocá-la vezes sem conta...

Agora percebem porque é que não estou sempre a fazê-las? :)

sábado, 16 de agosto de 2008

a música que deu nome ao blog!

Vivo, sigo, procurando a melhor forma de ser
Cada dia luto contra a sensação de sobreviver
Sinto falta de um abrigo que não sei procurar
Será que a vida só tem sentido quando se vive para amar?

Eu vou devagar, eu vou sem chorar
Eu vou desprezando a solidão dos dias vazios
Eu sou racional, nada me faz mal
Mas sigo roubando as horas de um tempo inventado
E o corpo cansado, ignorado na busca da satisfação fugaz
Só pára além do limite invadido por uma apatia que pede
Um pouco de paz...

Sigo e esqueço o espaço que existe p'ra cada coisa importante
Sinto falta desse equilíbrio e vagueio como um ser errante
Quando, como, porque não agora, deixar de ser tão alucinada?
Todo o pretexto serve para adiar e sigo porque é tudo ou nada!

Eu vou devagar (...)

Páro, penso, aceito a derrota e encontro a força de vontade
Planeio o tempo, divido o espaço com toda a racionalidade
Sinto a força da lucidez voltar ao corpo recuperado
Sinto o sol, o mar imenso, a calma de um dia equilibrado

Eu vou devagar, eu vou demorar
E em cada instante intensamente respirar
Mas no demorar, não sei controlar
Esse coração a mil à hora que voa
E basta um gesto, basta um instante para perder todo o chão
Vejo a teoria desfeita porque o verdadeiro sentido da vida
Está no coração!

Letra e música feitas por mim em Maio de 2005

mas sigo roubando as horas de um tempo inventado...

E assim se canta um dos versos da minha última música... útima e primeira apresentável, pois as outras são tão lamechas que me dão vontade de ir a correr esconder dentro de um buraco!
E foi roubando as horas que criei este blog... roubando as horas do jantar!
Agora vou tentar redimir-me e deixar a minha nova "menina dos olhos" para mais tarde!