domingo, 31 de agosto de 2008

... como é que eu não pensei nisso antes?

qual prozac, qual xanax?
qual abraço, qual amigo?
qual psicólogo?
qual "encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora"?

qual quê???

Aqui está uma nova aplicação do método KISS [Keep It Simple Stupid]:

"bufa, que passa"!
by Jerica Teimosa

Por que haviamos de nos esquecer deste método tão eficaz, ensinado pelos nossos pais, quando faziamos um "dói-dói"? :)

sábado, 30 de agosto de 2008

O tempo perguntou ao tempo: quanto tempo o tempo tem?

... o tempo não respondeu ao tempo, porque agora tem pouco tempo, e adiou para o mês que vem!

Dedicado à Jerica Teimosa (e a tantos outros que sofrem do mesmo mal)

- Temos que combinar qualquer coisa!
- Pois temos!
- Esta semana não, tenho muito que fazer...

Dejá vu?
Gosto mais deste:

Certo dia, estava eu a vir do parque da cidade, a meia dúzia de semáferos da casa da Jerica Teimosa, quando tive a ideia maluca de ARRISCAR e ligar, quase certa de ouvir um não.
- Estou perto de tua casa, posso passar aí 5 minutos?
- Estou em arrumações...
- Eu faço-te companhia, não tens que parar!
E fiquei lá mais que 5 minutos, ajudei a arrastar umas coisas mais pesadas, ainda nos rimos com coisas que lá estavam num canto e nos trouxeram recordações, matámos saudades e quebrámos o record de nos vermos 2 míseras vezes por ano.
(vale a pena ser teimosa, já devem estar a adivinhar que a pessoa que tão carinhosamente se auto-entitula de "Jerica Teimosa" é da minha família)

Se tivesse sugerido uma ida ao cinema ou outra coisa do género, provavelmente tinha ouvido um "não tenho tempo"...

A teoria do complicómetro

De facto, quantas vezes ligamos o complicómetro, queremos combinar grandes coisas e acabamos por estar tão poucas vezes com as pessoas de quem gostamos!?!?! ... e tantas com a tv, o tecto, o msn...

Acho que devo ter uma costela de "gente da aldeia", pois admiro aquelas pessoas que têm sempre a porta aberta, e está sempre a aparecer a vizinha a pedir uma cebola, o compadre para dar 2 dedos de conversa, e há sempre lugar para mais um na mesa!
Por mim, tinha a casa sempre cheia de gente!
(e sim, até dos tempos em que alguns amigos combinavam jantaradas em minha casa sem me avisar - bem, eu depois era avisada... pela campainha - sim, até desses tempos tenho saudades!)


E porque não estamos mais vezes com as pessoas de quem gostamos?
Além da teoria do complicómetro, tenho outras 2:

A teoria do comodismo

Estamos habituados a ter tudo à mão. Hipermercados abertos até tarde, é só por no carrinho e trazer, e ficamos chateadíssimos se alguma coisa está esgotada...
É parecida a forma como tentamos obter aquela realização do dia-a-dia, de que necessitamos para nos sentirmos bem. Vamos pelo mais fácil.

Carregar no botão para ligar a tv é mais prático do que carregar em várias teclas do telemóvel e convidar um amigo para sair... E ao fim de 2 ou 3 novelas ainda temos um buraco tão grande dessa desejada satisfação, que não conseguimos tirar os olhos do tecto nem levantar o rabo do sofá...

No dia seguinte, aquele amigo até nos ligou para tomar um cafezinho, mas estamos cansados porque nos deitámos tarde no dia anterior...

A teoria da pressa e do esquecimento

Apercebi-me desta há pouco tempo, e enfio a carapuça!

Tenho que admitir... sou hiperactiva! Quando não estou a fazer nada, ponho-me logo a pensar no que posso fazer para aproveitar o tempo, e ponho logo mãos à obra.
Como "não tenho nada de jeito para fazer", não faz mal adiantar aquele assunto de trabalho, é melhor que não fazer nada, ou então vou inventar qualquer coisa sem interesse nenhum para ocupar esse tempo.

Ora se não fosse tão apressada, e ficasse realmente algum tempo sem fazer nada, iria lembrar-me que o fim de semana está a chegar e tenho que combinar as saídas com os amigos, que se jantasse cedinho ainda podia combinar um cafezinho, que amanhã é dia de ginásio e devia estar a preparar o saco, que ainda não lavei a loiça do jantar.

... e dias depois vou lembrar-me de que tinha tanta coisa para fazer mas "não tive tempo"!!! E vou querer convidar alguém para vir cá a casa mas não o faço porque "não tive tempo de a arrumar"...


Para as pessoas de quem gostamos, deviamos ter sempre tempo.
Mas às vezes parece que trocamos as prioridades todas...

domingo, 24 de agosto de 2008

adoro...

  • receber amigos em casa
  • o cheiro de flores e terra, à noite, quando subo as escadas da garagem
  • sentir os músculos doridos no dia a seguir ao ginásio (há malucos para tudo)
  • acordar ao som da Enya
  • gelado de tiramissu (sim, tem chocolate!)
  • dançar
  • andar de patins
  • ficar a carregar no play/pause até tirar de ouvido os acordes de uma música muito difícil
  • caminhar à beira-mar ao fim da tarde com as ondas a rebentar nos pés
  • viajar sem carro, nem telemóvel, nem relógio
  • karaoke (cantar e ver os outros a cantar músicas pimba e fazer palhaçadas)
  • surpresas (planear ou ser "a vítima")
  • ver os meus cães a brincar um com o outro
  • fechar as luzes e ficar a tocar e cantar músicas de que gosto muito
  • relaxar numa rede de baloiço
  • brincar com crianças como se também fosse criança

Este fim de semana fiz 6 das coisas que estão nesta lista. Pode-se dizer que foi um balanço bastante positivo! :)

Actualização de última hora: quase me esquecia...

  • massagens! :P
  • e desafios (embora estes últimos por vezes me tirem o tempo para os outros todos)

pata de patins

Isto de andar de patins em linha tem que se lhe diga!

Após os primeiros 10 minutos de habituação, a fazer figura de "pata fora de água" e a esbracejar, comecei a aperceber-me de que causava nas pessoas a mesma sensação que me levou a comprar os patins, quando via os outros a andar.

Foi o senhor velhote "quem me dera saber andar de patins" ("também eu!!!" - respondi);
Foi a menina de trotinete "olha aquela senhora de patins! que fixe!!!" (tchhh! estava a falar de mim!!)
Foi o jovem de bicicleta "quando tiveres vontade de fazer de desporto senta-te no chão à espera que passe" (eu estava no chão a descalçar os patins, já era tarde demais)

Mas a interacção com as pessoas não pára por aqui!
"com licença, que eu não sei travar!!!" (grito eu a passar por 2 casais que se cruzaram precisamente quando eu ia a ganhar lanço numa descida)

E quase atropelei 2 pessoas, que com uma distinta lata, não se queriam desviar.
Há ainda muita gente que ainda não percebeu o significado de "ciclovia" (se fossem a Amsterdão, e sobrevivessem após serem atropelados por uma bicicleta - como eu quase fui - aprendiam de certeza. É que eles lá não se desviam!)

Ontem lembrei-me do tempo...

... em que:

  • a minha casa de banho tinha montes de livros aos quadradinhos (e as minhas visitas demoravam tempos infinitos para dar uma simples mijinha...);
  • havia uma parede a meio da cozinha e teias de aranha no armário do canto;
  • as minhas arrumações eram "despejar" o conteúdo duma divisao da casa para dentro de outra, e depois dar festas de fim de ano nas que ficavam vazias;
  • as cortinas da sala voavam quando estava vento lá fora (com as janelas fechadas);
  • os meus amigos assistiam às sessões de vídeo em minha casa, sentados em cima dos aquecedores ou embrulhados em cobertores;
  • tinha uma cadela que descasacava e comia amendoins;
  • fazia campismo com os meus amigos, comiamos costeletas com canela, bebiamos vodka com laranja dentro da tenda e ficávamos a dizer disparates pela noite dentro, no dia seguinte acordávamos e ficavamos a ouvir os "pombinhos" da tenda ao lado;
  • faziamos colectâneas de "bacuradas" ditas por amigos, colegas e professores;

e...

  • nos bares/discotecas ainda passava música de jeito!

Pois é, foi por esta última que me lembrei das outras todas!
Ontem fui ao Batô, e para meu espanto, sim, ainda há sítios onde não passam "panados com pão"! Adorei, dancei a noite toda! E tinha ido ao ginásio de manhã!

Agora dói-me tudo, até aqueles músculos por detrás dos gémeos que o prof. de localizada, na aula de ontem, nos disse que não eram muito requisitados... acho que ontem à noite não lhes dei descanso! :D

Batô e Muxima, duas descobertas deste ano, para voltar muitas vezes!!!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Discos pedidos

Então não é que, uma das músicas que mais gosto do Caetano Veloso, "Sampa", e que me deu um gozo enorme aprender a tocar (2 horas até atinar com aquilo!!!), estava eu a mostrá-la tão entusiasmada aos meus amigos, e ninguém a conhece!!!

Após este balde de água fria, decidi tornar-me mais... preventiva!

E como há muito que tenciono fazer um reportório para aqueles momentos de "cumbíbio", aproveito para pedir a vossa colaboração! :)

Digam lá, que músicas sugerem?
(podem por uma catrefada delas, que eu deixo)

PS: só para não ficarem a pensar que..., é óbvio que se eu soubesse antes que ninguém conhecia a música eu teria aprendido na mesma, a música é um espetáculo!! :P

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sr Freud, é favor chegar à recepção!

Isto de andar a rebuscar idéias para músicas novas, tem os seus efeitos secundários...
Deve ser por isso que, após tanto tempo, voltei a sonhar (ou pelo menos a lembrar-me dos sonhos - que por sinal são sempre mirabolantes).

Este foi novo!
Estava a tentar... tomar banho... na casa de alguém. Já não sei quantas torneiras de chuveiros abri, quanta água jorrou pelo chão, porque não havia banheiras nem bacias por baixo... Como estava a dormir, depreendo que as as minhas capacidades de raciocínio estavam um pouco... reduzidas, vá! Por isso, não sabia se devia fechá-las ou deixar correr, porque se estava ali uma torneira, é porque devia haver um sítio por onde escorrer a água... Nem que as torneiras estivessem... na sala de jantar! Só sei que não cheguei a tomar banho e no fim tinha inundado a casa de alguém da família!

Ora, como apenas me lembrei deste belo sonho ao fim do dia, antes de me deitar, e como arranjo sempre qualquer desculpa para ficar acordada mais um bocadinho, pus-me a pensar: qual seria o significado do sonho?

Então lá levei isto para as lições de moral: não se deve abrir uma torneira sem antes ver se tem uma banheira por baixo (uma informação muito útil nos dias que correm), ou então algo do género: "não se deve fazer algo, só porque se pode, sem pensar primeiro nas consequências".

Oh quão ingénua!!!

No dia seguinte, lembrei-me de um senhor que interpretava os sonhos e tornava as nossas aulas divertidíssimas.
Então lá fui eu pesquisar no google: "Sigmund Freud + sonhos + torneiras".
O que eu temia comprovou-se:

9.1-O SIGNIFICADO SIMBÓLICO DOS SONHOS.

(...)

Chama (fogo), gravata, meninos pequenos, cobra, peixe, caracol, rato, aviões, foguetes, número 3,edificios, torres, igrejas, monolito, mirantes, armas (facas, espadas, etc..), objetos que expelem líquidos (torneiras, fontes, etc..), lâmpadas que pendem do teto, batom extensível, telescópios, antenas de automóvel, lápis, canetas, lixas de unhas, foguetes, balões, papagaios, pássaros, cogumelo, trevo de quatro folhas : símbolo sexual masculino, penis."

Ups!!!

Curiosamente hoje, a conversa do almoço, muito animada por sinal, rondou levemente o assunto dos sonhos. Fiquei muito mais descansada, parece que afinal nós sonhamos apenas porque o corpo está a descansar! :)

Resta saber se, caso eu tivesse contado o meu sonho, alguém não teria mudado de ideias só para contrariar!