sexta-feira, 5 de junho de 2009

as tão esperadas...

FÉRIAS!!!!

não foi a semana toda, mas já estou a "pastar" desde 3a feira.

já tenho a porta e a janela do carro consertadas, a persiana da sala já não corre o risco de voar e atingir os transuentes... a casa está mais (menos des)arrumada, a relva cortada e adubada, o sono (mais ou menos) em dia.

resolvi baldar-me à formação da microsoft e aplicar-me nas aulas de dança. achei que a (pouca que me resta) sanidade mental me faria mais falta no exame (e num sem-número de outras situações).

já levei sapatos a uma instituição, já ajudei a encher garrafões com tampinhas (a campanha das cadeiras de rodas) só para por a conversa em dia com as senhoras simpáticas que quase só vejo quando vou lá levar coisas que não preciso mais.

já me chatearam com assuntos de trabalho, já lhes "soltei os cães", mas já inchou, desinchou e passou :)

já pastei no sofá, já estive com os amigos, já aprendi músicas novas na viola, já reguei o jardim!

esperam-me nestes últimos dias: uma aula de dança, uma festa na escola, uma depilação, uns passeios na praia, uma carrinha que vem tosquiar e dar banho ao cão, e mais qualquer coisa que agora não me lembro, e mais o que vier.

:):):):)

sábado, 30 de maio de 2009

... nem reclamar!

A frase mais inteligente que me disseram hoje:

"Quando morreres não vais poder fazer mais nada... nem reclamar!"

Ao fim de um dia de loucos (ando a dizer isto há cerca de um ano e meio... ou MAIS!!!) foi com esta que o meu querido chefe me calou - chefe esse, que hoje confessou sentir-se como a "central de reclamações" (diga-se, não só da minha parte).

Acho que o meu mal é nem sempre saber "aceitar" que nem tudo depende de nós e que amanhã também é dia.

Tenho reclamado tanto ultimamente que já nem tenho lata de ligar às mesmas pessoas a dizer as sempre as mesmas coisas e mais aquilo que tenho que mudar na minha vida.

Por isso, em vez de vos contar que coisas foram essas que me fizeram reclamar, vou apenas dizer qual foi a coisa mais inteligente que fiz hoje:

Comer fruta!

sábado, 23 de maio de 2009

eu e as uvas

Acabei agora mesmo de desfrutar de um luxo raro e demorado para mim, a que os comuns dos mortais chamam "comer uvas".

Demorado porque para mim implica esventrá-las, tirar-lhes as pevides e descascá-las para depois as saborear.

Raro porque... raramente me lembro de as comprar!

E luxo porque, toda esta minunciosa operação de desmembramento das uvas me deixa com os dedos pegajosos... e... oh que chatice... não posso estar a escrever no computador ao mesmo tempo!!!

Gozem à vontade... eu mereço!!!
Mas fiquem a saber que são muito mais saborosas assim.
E que amanhã tenho aula, workshop e festa na escola de dança, por isso entre as 4h da tarde e as 4h da manhã ninguém me vai por a vista em cima!!!!
Depois da maratona de trabalho e formação do último mês... sim eu mereço!

e tenho dito :)

domingo, 12 de abril de 2009

8 ou 80

mais uma vez se nota essa minha principal característica, que me faz ficar indecisa quando me tento classificar em relação a outras características... ah e tal... umas vezes sou assim, noutras sou assado...

pois é, fieis leitores, se nada escrevi durante um mês, é precisamente... porque não tenho grande coisa para dizer.

deixo-vos com o pensamento do mês: a vida é demasiado curta

Demasiado curta para se perder tempo com medos, orgulhos, rancores, trabalho em demasia, tv em demasia, complicações e pensamentos em demasia nas alturas em que não é suposto pensar.

Muito poderia dissertar sobre estes temas, e ontem até tentei (sim, comecei a escrever este post ontem, e até já apaguei algumas linhas). E para não acabar por escrever coisas que não quero/devo, deixo-vos apenas as idéias essenciais:

sobre os rancores:

~ entre um afastamento compreensível, mas que nos deixa um olhar triste ao ver uma foto dos velhos tempos.... e uma reconciliação de que não percebi os motivos, mas que nos deixa com um sorriso... prefiro o segundo! e talvez a única justificação para essa minha preferência é mesmo essa, a vida é demasiado curta, pois sobre o resto não posso opinar. ontem experimentei os dois.

~ gostava de não ter nenhum. mas mesmo as coisas negativas têm algo de positivo. o único que não consegui limpar até hoje faz com que veja todos os outros como pequenos e insignificantes. talvez por isso nunca fico muito tempo chateada com ninguém.

sobre o trabalho em demasia:

~ não tenho muita moral para falar sobre isto, mas vou falar na mesma, até porque tenho a mania (dizem) (e geralmente acertam). Talvez por andar a trabalhar demais, ultimamente dou mais valor e consigo apreciar melhor as pausas, os momentos com os amigos, as aulas de dança, os acordes difíceis de uma música qualquer. Deve ter a ver com aquela teoria de que só damos o real valor às coisas quando as perdemos (ah pois!!! por isso agora quando conseguir abrandar o ritmo, vai ser a loucura total :D:D:D:D)

~ já marquei 37 dos 43 dias de férias acumulados!!! E já gozei 4! Um deles foi na passada 5a feira e soube-me pela vida. E, aproveitando o embalo, lócura das lócuras (uouuu!!), tirei férias o resto do fim de semana (não digam nada ao chefe!!)

sobre os pensamentos em demasia nas alturas em que não é suposto pensar:

~ tchhh........ achavam mesmo que ia dissertar sobre isto????


life is too short - enjoy it!

Este era para ser um post pequinino, mas como não consigo fazê-lo (daí o título do mesmo), deixo-vos com uma frase que alguém tinha no msn um dia destes, e que vem mesmo a calhar para terminar isto em grande:

Porquê levar a vida demasiado a sério, se ela é uma aventura da qual nunca sairemos vivos?

sábado, 14 de março de 2009

somewhere over the rainbow

"a felicidade não é uma meta mas sim um caminho"

sempre gostei de lutar por algo. ter um objectivo. persistir, planear, esforçar-me até conseguir, e depois ficar a contemplar o sonho alcançado.

mas nem sempre sou capaz de o fazer. nem sempre sigo o melhor caminho. nem sempre sei tomar a decisão certa. o momento certo. a confiança, a sensatez, as teorias vão por água abaixo.

quantas vezes dizemos que amanhã é que vai ser! quantas vezes achamos que somos uns coitadinhos, que a vida é injusta, que esperamos mais da vida mas não sabemos bem quando como e onde vamos conseguir isso.

"só hoje deixei de tentar erguer os planos de sempre
aqueles que ficam pra outro amanhã que há de ser diferente
...
é que hoje parece bastar um pouco de céu!"
[Mafalda Veiga]

e quantas vezes dou por mim a voltar à vida normal. a lembrar-me que há 2 horas atrás estava com a telha porque não consegui fazer isto ou aquilo, e a aperceber-me que não pensei em nada durante essas últimas horas.

aquele portão da zona industrial parece mais um portal para outra dimensão. não me apercebo quando entro, mas quando saio venho com um sorriso nos lábios. porque enquanto lá estive os meus únicos problemas foram os desequilibrios nas voltinhas da salsa, ou as cotoveladas acidentais no meu par (pisadelas não tem havido tantas, vá lá...). e quando saio lembro-me que já não me lembrava daquela preocupação que agora já não parece tão importante.

e outros "portões" se abrem, como as ruas e vielas de oliveira do douro, o sol a bater na cara no banco do jardim, ou as portas das casas dos amigos. a porta de minha casa, quando se abre para alguém entrar. ou uma simples corrida à chuva até ao ecoponto, das 22h50 às 23h00, 10 pequenos minutos dos quais não esperaria nada mais do que 10 minutos passados em casa num fim de um dia que soube a pouco.

ultimamente sinto-me assim.
a passar portais entre duas dimensões, a ir e voltar.

entre uma vida em que persigo objectivos e desafios que me dão gozo.
e outra onde simplesmente me deixo ir, sem nada esperar e me deixo saborear as coisas que a vida me dá, sem eu pedir.

talvez seja esse o segredo da felicidade...
quando nada se espera, os bons acontecimentos têm mais sabor, pois não os desprezamos a pensar nas expectativas que não se concretizaram.

perseguir desafios faz parte da natureza humana. mas talvez seja por isso que haja tanta gente deprimida por aí... esperam demais da vida e talvez esperem as coisas erradas.

talvez por isso eu ande assim.
entre a adrenalina e o sabor do vento...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Hoje é dia de parabéns...

> À minha mãe, que faz hoje 60 anos!

> Aos meus avós, que há 60 anos deram à luz a pessoa mais fantástica de quem já ouvi falar, e que apesar de nunca ter conhecido, tento que seja para mim uma fonte de inspiração e força em cada passo que dou!

> Aos meus avós, novamente, que há cerca de 45 anos inauguraram esta casa, após alguns anos de peripécias com senhorios. A casa foi projectada pelo meu avô, que antes de começar a construir convidou a família a fazer um piquenique no sítio onde ia ficar a sala de jantar :)

Foi em mil novecentos e sessenta e troca o passo.

Os meus avós decidiram juntar a festa de anos da minha mãe, a festa de inauguração da casa e o carnaval!! Foi o começo de uma "tradição" de festas, com gente de todas as idades (família e amigos). Festas simples, em que todos iam fantasiados com o que tinham por casa e levavam a sua multa, seja comida ou música. Duravam até de madrugada, a casa ficava sujita, mas toda a gente se divertia muito!!!

Dejá vu? Pois, pelos vistos não fui eu que inventei esta coisa de encher a casa com gente e das festas que deixam a casa suja :P Hi! Hi! Hi!

E não me ficavam atrás... eram sempre para cima de 40/50 pessoas!!!
Quase consigo imaginar as caras das pessoas mais velhas quando, pelo meio dos tangos, cha cha chas e valsas, alguém se lembrou de trazer Beatles, Rolling Stones, etc, que começavam a aparecer na altura!

Boas histórias, algumas guardadas em lembranças vagas, outras como esta, reavivadas por alguém que está longe mas perto (viva o msn!).
Como sou muito esquecida, aproveitei para escrever e ao mesmo tempo partilhar com quem quiser ficar a saber, recordar ou simplesmente ler uma história por acaso de alguém que não conhece de lado nenhum.


Continuando na onda dos parabéns...

> Ao H. que faz 8 anos que chegou a Portugal.

> Aos que ainda não foram atingidos com força suficiente pela seta do cupido, e preferem estar sós do que numa relação incompleta.

> E aos que tendo sido atingidos, têm sabido regar, apimentar e fazer crescer o amor!

> Ok, e se alguém estiver a ler isto e fizer anos hoje, olha, parabéns pra ti também, pah!!!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A minha casinha

Não é bem a minha...

Para quem já muito saltou ao som da "minha casinha", cá vai a versão original!
A música afinal tem mais anos do que os 30 celebrados há poucos dias por aqueles que a tornaram memorável, pelo menos para a nossa geração!



Milu, no filme "A Costa do Castelo", em 1943.
Estreou-se com 12 anos com um pequeno papel na "Aldeia da Roupa Branca", em 1939.
Faleceu o ano passado com 82 anos.


E já agora, continuando numa onda de "antiguidades", mas para quem quiser saltar um bocadinho: :)



Xutos & Pontapés ao vivo, em 1988.


Gostaria de terminar com um video dos karaokes em minha casa.
Geralmente para puxar pelo pessoal, começo com esta música.
Não falta quem cante, e também não falta quem salte!
Na falta do vídeo, apelo às lembranças dos que já estiveram presentes :)
... e à imaginação dos que se baldaram...