quando a vida se resume a casa-trabalho e pouco mais, qualquer problema num deles toma proporções que nos faz sentir que tudo nos corre mal. ora a vida é muito mais que isso e quando a conseguimos ver assim, percebemos que os problemas não são assim tão grandes.
é o conselho que mais dou aos meus amigos quando os vejo tristes: fazer algo de que se goste muito! - como eu... e as danças ;) ... e não só ;) ...
esta semana estive fechada no meu pequeno mundo, e diga-se de passagem, a bater um bocado mal.
o veredicto sobre os joelhos: um revirar de olhos (do 2º médico, quando contei que o 1º médico queria já operar), fisioterapia (o que eu já esperava), umas pastilhas e... tcharammm!!!... olear as juntas (alguém me falou nisso na brincadeira, mas a verdade é que ando MESMO a fazer isso, chama-se visco-suplementação) - na verdade esta até foi a parte mais positiva da semana!
a juntar à festa: o Douglas (o meu cão"zinho" doido por bolas) está com insuficiência renal grave. ou seja, os rins não trabalham em condições e não expulsam as toxinas do organismo. ficou internado no fim de semana passado, a soro, esteve durante a semana em casa, melhorou, piorou e está de novo internado a soro :(
as noites mal dormidas: insónias (nem vale a pena dizer porquê), acordar cedo para ir à consulta, acordar às 6h para ter tempo de tratar do cão antes de ir para um cliente em Viseu, acordar cedo para ir a outra consulta, acordar às 6h30 para fazer um curativo ao cão que encheu a cozinha de sangue de uma ferida na pata, dar assistência a um cliente em Espanha logo de seguida, acordar às 7h30 para limpar o xixi do cão, ......
o fundo do poço: estar deitada no sofá, exausta, sem coragem para fazer nada, e saber que se não me levantar o cão não come, porque tenho que lhe fazer um arrozinho, misturado na ração de dieta e aliciar com requeijão, dar de comer com uma colherzinha até ele comer da taça, parar, dar na colher outra vez, repetir com a água, e isto a correr bem (a maior parte das vezes não queria comer ou beber de todo). ora se eu mal de mim podia cuidar, quanto mais do cão!
o ponto alto da semana: agora pensando bem, foram 4. a consulta de 2a feira, a visita dos amigos na 3a (sim, apesar da minha cara de enterro, acreditem que adorei a vossa visita e o vosso apoio foi muito importante para mim!), as caminhadas para casa depois da fisioterapia (toca a exercitar e esticar as pernas para complementar a fisioterapia, adeus taxi, olá sol, e até os chuviscos do último dia me souberam bem!) e a saída de sábado (foi, digamos, o "grito da libertação", o acordar de novo para o mundo, o sair de casa sem ser para ir a clientes, médicos ou veterinários, e também valeu pela companhia ;) )
falando no sábado, e voltando ao início do post: fui ver um filme sobre o fim do mundo.
tendo em conta o tema, e que é um filme americano, não estava mal de todo, já que o mundo não se resumia apenas os EUA.
NOTA: o título do post é o refrão de uma música passada nesse filme
personagem favorito? o Charlie, sem dúvida!! (o louco da fita, está-se logo a ver, que outro tipo de personagem poderia eu escolher??) "fugir? não! eu fico aqui a ver! é tão bonito!!!"
bem, mas eu não sou critica de filmes, e mais do que elogiar ou criticar esta ou aquela característica, o mais importante de um filme, como de muitas outras situações da vida, é a parte que tiramos para nós. o filme pode até nem valer nada, mas vir a tocar num ponto que encaixa de forma peculiar na nossa vida naquele instante.
bem... no meio daquela destruição toda, montanhas a mudar de sítio, maremotos, prédios a cair, pessoas a cair, prédios a cair em cima de pessoas, etc etc, acho que os meus problemas voltaram à proporção devida.
não que eu não soubesse que estava lá, à espera que o visse. eu saber, sabia. mas já todos sabemos que as nossas teorias se aplicam a todos, excepto a nós próprios. são as leis de murphy :)






